Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Geração mortilenta.

Fico imaginando como era a geração saúde há 20 anos. Penso em um comercial de TV com aqueles caras com shortinhos curtos correndo com uma Polaroid no pescoço, umas minas nadando com maiô grandão... Há 10 anos começou a onda das academias. Academia de musculação, academia de dança, academia de artes marciais, academia brasileira de letras (repeti a palavra ‘academia’ tantas vezes só pra fazer essa piada. Que coisa...). Tem academia para tudo!

E hoje, qual o mote da geração saúde? Pedir pizza de calabresa, sobremesa com calda de chocolate e uma coca light?! Pior quando vêem com o lance de “agora só comemos frango grelhado e boi orgânico...”

Até nos discursos que tentam trazer a saúde embutida, ainda que nitidamente de forma contraditória, há a promoção da não-saúde. Alguém com consciência na hora de escolher o que comer ou vestir é altamente nocivo ao sistema que está aí. Saúde gera menos grana que a doença; é por isso que aquela galera de academia adere à coca light no jantar podrão como forma de “evitar calorias” e não pensa em nada além de esculpir o corpo e tê-lo como marionete do fetiche.

Isso é mais observável quando se pensa que a não-saúde é vendida para todos. E todas (!). Alguém que está acima do peso é visto como prato cheio para alimentar a indústria dos fast-foods, planos de saúde, salões de beleza (parece que tem drenagem linfática de 100 legais...) e etc. Mas como ser magro é contraditoriamente uma exigência, você tem que tentar ser esbelto por fora, mas ter hábitos ruins.

Eu acho que a diversidade é sensacional! Que bom que temos gente de tudo quanto é jeito! Mas não se trata de diferença ou igualdade. Trata-se de ter um discurso de diversidade em que ser gordo ou magro não é conseqüência do viver de cada um, mas sim de uma exigência maior que tem um fim no consumo de algo. Se você é gordo e quer emagrecer, vão te vender um remédio qualquer que vai ter deixar magro, mas em alguns anos você terá que fazer um tratamento caro de saúde. É como diria o Chaves, “e assim substantivamente...”.

O lema é: você pode ser o que quiser ser, desde que não seja desse jeito aí. Ah, até pode, desde que não se esqueça de pedir uma coca light.




Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

The Spirit Carries On

Dream Theater - The spirit Carries On

De onde nós viemos?
Porque estamos aqui?
Para onde nós vamos quando morremos?
O que há além
E o que havia antes?
Alguma coisa é certa na vida?

Dizem que a vida é muito curta
O "aqui" e o "agora"
E você só tem uma chance...
Mas poderia haver mais?
Eu vivi antes
Ou isso seria tudo que nós temos?

Eu costumava ter medo da morte.
Eu costumava achar que a morte era o fim.
Mas isso foi antes,
Eu não estou mais assustado
Eu sei que minha alma transcenderá...

Eu posso nunca encontrar todas as respostas
Eu posso nunca entender os porquês.
Eu posso nunca provar
O que eu acredito ser verdade
Mas eu sei que tenho que tentar.

Siga adiante, seja bravo
Não chore no meu túmulo
Porque eu não estou mais aqui
Mas por favor nunca deixe
Suas lembranças de mim desaparecerem.

Sábado, 9 de Maio de 2009

E agora a culpa é deles?

É interessante como ninguém se pergunta, por exemplo: “por que diabos esses porcos ficaram doentes?” Os noticiários só mostram dados estatísticos, para ilustrar como a população deve temer. E o mais interessante é perceber que só há esse alarde todo porque o mercado da carne ainda dá mais grana do que a produção de Tamiflu... Quando essa gripe estiver controlada e todo mundo voltar a comer carne sem medo, haverá uma margem de segurança, na qual certa porcentagem de doentes será tolerada e, eu diria, até estimulada (vê aí se na farmácia mais próxima ainda tem o Tamiflu para vender...)

Como a que$tão principal não é POR QUE tudo isso começou, obviamente há um esforço enorme para impedir mais prejuí$os. Até agora, pouco mais de 40 pessoas morreram mundialmente, mas até bolsas de valores estão sendo afetadas. Enquanto isso...

E os porcos desenvolvem um vírus mutante que tem traços da gripe suína “original”, a gripe humana e a aviária. Mas eles raramente morrem de gripe suína! Que coisa...


É mesmo, Saramago, quem nos acode?

Sábado, 7 de Março de 2009

Ah, as mulheres...

Um dia para lembrar. O ano todo para reverenciar, respeitar e amar. Parabéns, mulheres de minha vida!



Março é mesmo um mês especial, né? =)

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Você pode, garotão!

Lembram do “Com Avanço, elas avançam! Grrr”? Pois é, o desodorante Axe tá imitando essa idéia à exaustão. Na TV tem o comercial “Axe – Sinta o poder do couro.” Hãm?!?! O_o No site tem “Inspire-se [imagem de uma mulher loira, provavelmente só de sutiã] – Prepare-se [vários frascos de Axe] – Ataque! [foto de uma mina sorrindo, bem simpática e nada vulgar. Sério, sem ironia.]. Mais embaixo tem partes como “Looking Good” [com imagens de avatares sensuais], “Hot Links” [com várias pequenas fotos de mulheres – todas de cor branca. As mulheres, não as fotos.]; foto da nova Axe girl Juliana Salimeni, que, segundo o site, “vai te deixar em pânico”, viu? Cuidado.

Tudo isso pra justificar o slogan inicial: “O suor afasta as mulheres – Seco é melhor. Nova linha Axe seco”. Ok, vá lá. Mas os caras já mandaram melhor e passaram a mesma mensagem sem vulgarizar. Reciclaram várias idéias dos concorrentes, utilizaram as mulheres como objeto de desejo que, olha só que legal, vai te motivar a não feder! Nossa! Auto-estima, cuidado com o próprio corpo, vaidade sadia... tudo isso só dá pra conseguir seguindo esses passos... Realmente, não faz sentido algum se cuidar se não for pra obter algum objeto... Sem contar que para isso eu tenho sacrificar animais inocentes.



Por essas e outras, que o bom mesmo é manter o meu agradável odor de macho. Natural e realçado pelo desodorante Garnier, que não faz testes em animais, tampouco os usa como ingrediente. Há!

Sábado, 31 de Janeiro de 2009

E ainda falaram que o "hiato por tempo indeterminado" dos Los Hermanos ia dar boa coisa...

Maísa. Menina “prodígio” que “estourou” no Programa Raul Gil. Logo depois, Silvio Santos descolou uns R$ 20.000 por mês de salário pra ela e a transformou no novo fenômeno das manhãs. Desbancou (e sacaneou) a Xuxa na audiência. Depois passou a trabalhar aos domingos e etc. Aqui tem a discussão sobre trabalho infantil, ética e o escambau. Sou contra e acho que ela, na verdade, é um anão. Ou um robô. Ou qualquer outra coisa que não uma criança de, o quê, 5 anos?

Mallu. Menina “prodígio” que “estourou” na internet (conversa fiada, jabá puro...). Logo depois, ela assinou contrato com gravadora e até arrumou um shake árabe. Ou um terrorista da Al Qaeda, não dá pra saber ao certo . Não dá mais (ainda bem) para assistir televisão, tampouco aderir aos sites “especializados”. Quero dizer que essas duas meninas são sucesso há um bom tempo (eu sabendo disso ou não) e, realmente, o que há de sincero e honesto nesse sucesso?

O caso da Maísa é mais fácil de observar incoerências (dos pais, do SBT), mas essa Mallu é o que?! Tudo parece muito artificial. Espontaneidade forjada. Igual aquela sua foto do site de relacionamentos, sabe? Pois é. Até fui atrás de algumas músicas [pois se a arte é boa, a idiotice pessoal não é relevante, dependendo.] Mas, de novo, artificial e forçado. De bom mesmo só as influências folk e blues declaradas por ela (só as originais, claro). Se bem que o som que ela faz seria como se o Felipe Dylon tocasse músicas do Bob Dylan (ah, que engraçado trocadilho.)



Mas aí é questão de gosto. Ou não. Porém, contudo, todavia e entretanto, por que diabos ela tenta ser tão lesada? Não dá pra ser assim sem “querer”. Alguém poderia falar com ela, orientar, sei lá. Eu sei que tem o lance de empoderar a juventude, mas essa exposição ao ridículo é triste. Até a Maísa deve achar patético. Pô, Camelo, omissão é considerado maus tratos, hein?








www.DrPepper.com.br

Agora só falta a versão Magalhães.

Quantas vidas?

Foi em 1990 que Will Smith ficou famoso. Era o seriado conhecido no Brasil como “Um maluco no pedaço”. Aqui tinha uma dublagem ruim no começo e foi passada uma imagem de besteirol ao seriado, ainda mais pelos cortes e exibições fora da ordem que o SBT fazia. Mas nessa época o The Fresh Prince já começava a trilhar uma carreira de sucesso não só na TV, mas também na música. Em 1994 a série acabou (Will já não mais era adolescente) e começou a carreira no cinema. Independence Day, MIB, Ali, à Procura da Felicidade, Hancock, dentre muito outros. Dá para ver que não era só na comédia que o cara mandava bem.


Depois do sucesso de crítica com “À procura da felicidade”, ele investiu novamente na pareceria com o diretor italiano Gabriele Muccino para produzir e atuar em Sete Vidas (Seven Pounds, 2008), filme no qual interpreta Ben Thomas, um homem com o “destino de ajudar 7 desconhecidos”. A premissa é simples, mas com reviravoltas interessantes sem deixar que o filme fique previsível demais.



Há quem critique negativamente esse lado da carreira do ator (como quando ele se compara a Deus ao dizer, logo no início da película “Deus criou o mundo em 7 dias. Eu precisei de 7 segundos para destruir o meu”), que se aventura demais nos dramas devido a sua credibilidade com o público e crítica. No filme, essa perspectiva se manifesta em algumas ocasiões, como quando Ben diz “não tenho me tratado bem nos últimos anos” e aparece com braços musculosos e aparência muito saudável... Ou ainda, [SPOILER]por que não doar um olho para cada cego, ao invés de 2 para um cego só? [/SPOILER] Tudo bem, são apenas detalhes vistos por quem tenta objetivar decisões totalmente subjetivas (quem aí faria apenas um dos 7 atos de Ben?)


Mas é difícil falar do filme sem contar detalhes fundamentais para sua compreensão. Então é apenas uma sugestão de “Assistam!”, pois vale a pena para (ajudar a) refletir sobre muitas coisas da vida.

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