Geração mortilenta.
E hoje, qual o mote da geração saúde? Pedir pizza de calabresa, sobremesa com calda de chocolate e uma coca light?! Pior quando vêem com o lance de “agora só comemos frango grelhado e boi orgânico...”
Até nos discursos que tentam trazer a saúde embutida, ainda que nitidamente de forma contraditória, há a promoção da não-saúde. Alguém com consciência na hora de escolher o que comer ou vestir é altamente nocivo ao sistema que está aí. Saúde gera menos grana que a doença; é por isso que aquela galera de academia adere à coca light no jantar podrão como forma de “evitar calorias” e não pensa em nada além de esculpir o corpo e tê-lo como marionete do fetiche.
Isso é mais observável quando se pensa que a não-saúde é vendida para todos. E todas (!). Alguém que está acima do peso é visto como prato cheio para alimentar a indústria dos fast-foods, planos de saúde, salões de beleza (parece que tem drenagem linfática de 100 legais...) e etc. Mas como ser magro é contraditoriamente uma exigência, você tem que tentar ser esbelto por fora, mas ter hábitos ruins.
Eu acho que a diversidade é sensacional! Que bom que temos gente de tudo quanto é jeito! Mas não se trata de diferença ou igualdade. Trata-se de ter um discurso de diversidade em que ser gordo ou magro não é conseqüência do viver de cada um, mas sim de uma exigência maior que tem um fim no consumo de algo. Se você é gordo e quer emagrecer, vão te vender um remédio qualquer que vai ter deixar magro, mas em alguns anos você terá que fazer um tratamento caro de saúde. É como diria o Chaves, “e assim substantivamente...”.
O lema é: você pode ser o que quiser ser, desde que não seja desse jeito aí. Ah, até pode, desde que não se esqueça de pedir uma coca light.




